Quase Nada Sobre Quase Tudo

quarta-feira, setembro 20, 2006


Ontem à noite terminei de ler "La campana de cristal" (¨The bell jar¨, no original) da poetisa Sylvia Plath. Este livro que eu saiba é o único romance da autora e foi lançado após sua morte (Sylvia pôs sua cabeça de 30 anos dentro do forno) com um pseudônimo.

O enredo trata da crise nervosa sofrida pela estudante Esther Greenwood, alter ego da própria Sylvia Plath, assim como do tratamento psiquiátrico que ela recebeu num manicômio devido à mesma.

Eu fiquei meio chocada, livros sobre suicidas me deixam pensativa (¨Norwegian Wood¨ do Haruki Murakami teve um efeito parecido em mim) mas esse livro especificamente é muito cru, brutal.

A história entrelaça momentos variados da vida da protagonista, suas relações com o sexo oposto e o seu próprio, sua carreira universitária brilhante, suas dúvidas quanto à ter que fundar uma família porque é isso que se espera de uma mulher ¨direita¨ e a já comentada crise nervosa e o estudo meticuloso do método mais infalível para dar cabo naquela consequência de fatos que nos ocorre desde o dia que nossa mãe nos pariu.

O livro tem esse nome ¨La campana de cristal¨ (= a redoma de vidro, em português) porque no processo de ¨cura¨ a protagonista nos explica que as pessoas com problemas nervosos se encontram isoladas do mundo exterior, como numa redoma de vidro, de modo que só podem respirar o seu próprio ar viciado. Mesmo no caso de uma possível cura, a redoma sempre estará lá, bem acima da cabeça da vítima, como uma constante ameaça.

Quando a sensação de vazio passar, pretendo ler a biografia da Sylvia Plath que está me esperando há meio ano dentro da minha estante de livros... Por enquanto estou lendo ¨O Grande Gatsby¨ do F. Scott Fitzgerald cuja tradução lançada pela Biblioteca da Folha é meio sacal.

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