Quase Nada Sobre Quase Tudo

sexta-feira, dezembro 01, 2006


Nos últimos dias estive muito quietinha, lendo dois livros. O primeiro deles foi Tristessa¨ do Jack Kerouac, que como escritor de literatura fazia Truman Capote morrer de rir (ele dizia que ¨On the road¨ marcou a história da mecanografia e não da literatura). Bom, Kerouac deve ter sido um dos primeiros autores beatniks que li na adolescência e gostei bastante de ¨On the road¨ mas ¨Tristessa¨ é um livro muito fraco, não sei se mal escrito ou mal traduzido, ou ambos...

O livro foi baseado em fatos autobiográficos, narra a vida de uma junkie viciada em morfina, que vive na Cidade do México, e por ela se apaixona Jack, o protagonista deste romance, um poeta norte-americano. A melhor coisa do livro é a foto da capa. Dos livros que li neste 2006 este foi, de longe, o pior.

O segundo livro que li foi ¨O oposto do destino¨ da sino-americana Amy Tan. A autora conta passagens de sua vida e da vida de sua família: a difícil relação com a mãe que inspirou muitos de seus romances,os infortúnios, as coincidências, superstições, literatura, espíritos, da banda de garagem que forma com outros autores como Stephen King e Scott Turow, os diferentes papéis de filha, escritora e mulher e os efeitos que cada uma dessas personagens causaram em sua vida.

Nunca tinha lido nada dessa autora, só tinha visto o filme baseado no livro ¨O Clube da Felicidade e da Sorte¨, que eu gostei bastante. ¨O oposto do destino¨é um livro muito bem humorado e sensível, gostei.

Ainda nas primeiras páginas ela diz assim: "Vejo que essas transformações do destino são, na realidade, uma única coisa abrangente: esperança. A esperança sempre é permitida para todas as coisas. A esperança está sempre presente. Minha mãe, que me ensinou várias mudanças do destino, era uma ardente defensora da esperança. Se o destino era o ponteiro pequeno de um relógio, automaticamente movendo-se para a frente, ela podia encontrar um meio de obrigá-lo a voltar. Fazia isso sempre. Ela, que sempre acreditou piamente que eu seria médica, mais tarde gabava-se para quem quisesse ouvir: ‘Eu sempre soube que ela seria escritora.’ Dizendo isso, o destino era mudado e a esperança, realizada. E aqui estou, uma escritora, exatamente como a previsão de minha mãe."

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