Quase Nada Sobre Quase Tudo

sábado, setembro 29, 2007

Sim, como eu dizia o cinema grátis do IOPPS voltou e com ele, algo da minha alegria. Na quinta-feira passaram o último filme do cineasta Robert Altman, que faleceu no ano passado.

Rebelde apesar de seus sucessos cinematográficos, ele sempre foi um defensor da contracultura e das liberdades. Sua oposição ao presidente americano, George W. Bush, levou-o a prometer , mas não cumprir, que abandonaria seu país caso Bushinho fosse reeleito.

Altman viu reconhecida sua longa carreira, na qual há mais de 80 filmes como diretor, 39 como produtor e 37 como roteirista. Alguns de seus filmes mais notáveis foram "M.A.S.H.", "Nashville", "O Jogador", "Short Cuts - Cenas da Vida" e "Assassinato em Gosford Park" -indicados ao Oscar de melhor direção, entre vários outros incríveis!

O filme passou no Brasil com o título de "A Última Noite"("A Prairie Home Companion"). Eu achei comovente, como se Altman soubesse que esse era seu último filme e se despedisse de todos nós!Depois li que Altman disse sobre o filme "Este filme é sobre a morte", na época da estréia do filme nos Estados Unidos.

O elenco é mega estrelar e excelente: Woody Harrelson, Tommy Lee Jones, Meryl Streep, Garrison Keillor, Lily Tomlin, Kevin Kline e Lindsay Lohan.

A sinopse: Transmitido ao vivo há 31 anos de um teatro de Minnesota, e apresentado pelo carismático Garrison Keillor, "A Prairie Home Companion" é o mais antigo programa de rádio dos Estados Unidos."A Última Noite", de Robert Altman, presta homenagem ao programa e ao que ele simboliza: um foco de resistência ao avanço da massificação cultural e da mentalidade corporativa dos EUA. No filme, o programa está com os dias contados por causa da venda da rádio que o transmite para uma grande empresa. O filme se passa na última noite de transmissão do programa, entre a alegria dos shows e a tristeza com a chegada do interventor que vai acabar com o programa. A força do longa não está em uma história linear, mas sim no entrelaçamento de situações e na construção dos personagens. Entre eles, o apresentador do programa (Keillor), a cantora Yolanda (Meryl Streep) e a sua irmã Rhonda (Lily Tomlin). O que une as peças desse mosaico é a idéia da morte mas não só de um programa.

Mas o diretor tenta não fazer de seu filme um lamento nostálgico ou uma peça de propaganda. Ele prefere celebrar o prazer da música e da amizade.

Eu achei comovente até as lágrimas...

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